1 de março de 2012

O Principezinho: uma leitura fundamental















O Principezinho, obra em destaque na segunda edição da iniciativa "O livro da minha vida", é  recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para leitura autónoma e/ou leitura com apoio do professor ou dos pais.

"Considerado um dos grandes clássicos da literatura infanto-juvenil, este livro de alcance intemporal, revela um segredo muito simples e ao mesmo tempo muito sábio: é que as coisas realmente importantes são muitas vezes invisíveis para os olhos e só podem ser vistas com o coração.

Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez O Principezinho em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento.

Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.

O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha.

Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direções. O Principezinho conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto.

Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida."



O Principezinho também inspirou vídeos e até um filme.





25 de fevereiro de 2012

17 razões pelas quais a leitura é importante













  1. Proporciona prazer ao leitor; 
  2. O ato de ler envolve: inteligência, vontade, fantasia, sentimentos, passado, presente; 
  3. Incrementa processos de maturação do indivíduo; 
  4. É fator de liberdade interior; 
  5. Promove enriquecimento individual constante; 
  6. Promove a formação intelectual, moral, afetiva e estética; 
  7. Aumenta a experiência; 
  8. Desenvolve a capacidade de compreensão e expressão; 
  9. Desperta e estimula a imaginação; 
  10. Fomenta a educação e a sensibilidade; 
  11. Provoca e orienta a reflexão e cultura; 
  12. Enriquece o vocabulário; 
  13. Aperfeiçoa a expressão oral e escrita; 
  14. Induz à rapidez de raciocínio por exigir concentração, relação, reflexão, previsão e estruturação do pensamento; 
  15. Ler é refúgio; 
  16. Exercita a tolerância, pelo conhecimento de outras culturas e realidades; 
  17. Desperta o sentimento de encantamento diante das coisas e das ações. 
Portanto, é tempo de ler!


SOBRINO, Javier García (org.), et. al. A criança o livro: A aventura de ler, Portugal: Porto Editora, 2000.

24 de fevereiro de 2012

"O livro da minha vida": 2.ª sessão, com o Pe. Paulo Borges

















No dia 23 de fevereiro, a Biblioteca da nossa escola teve a honra de receber como convidado um dos membros representativos da comunidade envolvente, o Padre Paulo Borges, pároco dos Arrifes, que nos presenteou com a sua presença enquanto palestrante da segunda sessão da atividade ” O Livro da Minha Vida”.

Desta feita, o livro eleito foi O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry, que conta com vários exemplares na Biblioteca - centro cultural da escola.

Após ter proporcionado breve momento para a apresentação individual dos presentes, como forma de criar um espaço de descontração e de ligação entre todos, expôs as razões da sua escolha. Estas prendem-se, sobretudo, com o fato de o Principezinho ter sido um marco pertinente nas suas leituras juvenis mas também por ser uma fábula sobre o amor e a solidão que não perdeu o seu alcance intemporal.

De uma forma assaz poética e só aparentemente infantil, este livro permite algumas reflexões sobre os valores da vida. Assim, após breve nota biográfica sobre o escritor e alguns tópicos de História e de Geografia que deixaram revelar a sua faceta de pedagogo, o Padre Paulo Borges cativou o público presente, (re)criando um cenário pedagógico participado e descontraído, onde o gosto de estar foi tónica predominante.

Ao expor a galeria de personagens que nasceram da pena de Saint-Exupéry, foi posto a descoberto o tema da solidão, que ganhou corpo com cada nova personagem que era apresentada. Deste desfile, destacou-se o valor da amizade ou a ausência dela. O outro, o mundo do outro, nesta apresentação de leitura, ocupou papel principal.

E, com a frase “o essencial é invisível aos olhos”, o palestrante convidado encerrou a sua exposição com a pertinência da expressão “ cativar é criar laços”, pois “se tu me cativares, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… Se tu me cativares, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamar-me-á para fora da toca, como se fosse música”.

Mais uma vez, a nossa Biblioteca – centro cultural da escola- proporcionou um momento de partilha de páginas lidas, de emoções vividas e de memórias oferecidas.
Susana Melo Costa




Sobre as efemérides...


Celebra-se hoje mais um aniversário do nascimento de Teófilo Braga, o ilustre escritor açoriano que também foi Presidente da República (de 29 de maio a 5 de agosto de 1915).

A seguir apresentamos uma breve biografia retirada do site do Projeto Vercial, onde poderás encontrar muitas informações sobre Literatura Portuguesa e sobre variados escritores.

"Joaquim Teófilo Fernandes Braga (1843-1924) nasceu em Ponta Delgada e faleceu em Lisboa. Cedo revela queda para a literatura e publica em 1859 na própria tipografia onde trabalhava o seu livro de estreia, Folhas Verdes. Em 1861 vai para Coimbra, onde frequenta o curso de Direito. Por essa altura, colabora em O Instituto e na Revista de Coimbra, entre outras, opondo-se frontalmente ao ultra-romantismo e participando activamente na Questão Coimbrã. Terminado o curso de Direito, vai viver para o Porto, tomando contacto com a filosofia positivista de Comte, que muito o irá influenciar. Em 1872 fixa-se em Lisboa, passando a lecionar literatura no Curso Superior de Letras. Republicano militante, em 1910 é convidado para presidente do Governo Provisório, tendo sido mais tarde eleito Presidente da República (1915). Dedicou-se à história da literatura portuguesa e aos estudos etnográficos.

Além de obras de carácter histórico-literário, escreveu também poesia, ficção, etnografia e filosofia. Obras poéticas: Visão dos Tempos ((1864), Tempestades Sonoras (1864), Torrentes (1869), Miragens Seculares (1884). Ficção: Contos Fantásticos (1865), Viriato (1904). Ensaio: As Teorias Literárias – Relance sobre o Estado Atual da Literatura Portuguesa (1865), História da Poesia Moderna em Portugal (1869), História da Literatura Portuguesa (Introdução) (1870), História do Teatro Português (4 vols., 1870-1871), Teoria da História da Literatura Portuguesa (1872), Manual da História da Literatura Portuguesa (1875), Bocage, sua Vida e Época (1877), Parnaso Português Moderno (1877), Traços gerais da Filosofia Positiva (1877), História do Romantismo em Portugal (1880), Sistema de Sociologia (1884), Camões e o Sentimento Nacional (1891), História da Universidade de Coimbra (4 vols., 1891-1902), História da Literatura Portuguesa (4 vols., 1909-1918). Antologias: Cancioneiro Popular (1867), Contos Tradicionais do Povo Portugês (1883)."

"Teófilo Braga", http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/teofilo.htm (acedido a 24 de fevereiro de 2012)


*Para consultar as suas obras integrais aceda a



20 de fevereiro de 2012

Bibl[i]og já disponível nos telemóveis














A partir de hoje, o Bibl[i]og já pode ser consultado em qualquer telemóvel, graças à aplicação que permite a sua visualização em dispositivos móveis.

Em qualquer lado, está mesmo ao nosso lado a biblioteca - centro cultural da escola.


"A Morgadinha dos Canaviais", de Júlio Dinis















Tendo sido a obra abordada na primeira sessão da iniciativa "O livro da minha vida", a biblioteca - centro cultural da escola disponibiliza a sinopse e a publicação, desafiando todos à sua leitura.

"Romance de Júlio Dinis publicado em 1868. A ação inicia-se com Henrique de Souselas, órfão rico residente em Lisboa, que se encontra doente devido à vida urbana. Resolve, por essa razão, repousar numa aldeia minhota em casa de sua tia Doroteia. Aí se restabelece e conhece Madalena, a elegante, inteligente e enérgica morgadinha, e apaixona-se por ela. No entanto, este amor não é correspondido e torna-se incómodo para Augusto, um professor primário pobre e honesto. Um revés faz com que Henrique conheça Cristina, uma rapariga pura e inocente, por quem se apaixona. Desposa-a, deixando assim o caminho livre a Augusto, que se casa com Madalena.

Na figura do protagonista, Henrique de Souselas, a obra ilustra uma das teses favoritas do autor: o efeito regenerador da vida rústica sobre um organismo moralmente deprimido pela vida urbana. Madalena, a Morgadinha, e a sua prima Cristina alargam a galeria dinisina de mulheres fortes, femininas e virtuosas, dispostas a contornar as barreiras sociais por amor, como acontece com Madalena em relação a Augusto. 

Está também presente, neste terceiro romance de Júlio Dinis, uma forte componente de crítica social, que visa o fanatismo religioso e o clericalismo hipócrita."

A Morgadinha dos Canaviais. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-20].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$a-morgadinha-dos-canaviais>.


Para ler:




Para ver:

Excerto do filme "A morgadinha dos canaviais", de Caetano Bonucci (1949)