23 de abril de 2012

A Biblioteca convida...




Dia Mundial do Livro






















Hoje é Dia Mundial do Livro. É dia de passares na nossa "Biblioteca - centro cultural da escola" e folheares um livro.

"O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo."




21 de março de 2012

Dia Mundial da Poesia: exposição de autores açorianos


















Assinalando o Dia Mundial da Poesia, e integrada nas atividades do Clube Ler, está patente na "Biblioteca - centro cultural da escola" uma exposição organizada pelo Dr. Carlos Duarte Sousa, professor na nossa escola, que revisita nove poetas açorianos, de Antero de Quental a Renata Correia Botelho, numa simbólica mostra de poemas.

Com esta iniciativa, que pretendemos seja motivo da visita de alunos, de docentes e da restante comunidade escolar, pretende-se sensibilizar todos para a importância da poesia, fomentando ao mesmo tempo o conhecimento das letras e autores da região.


Das 8h30 às 16h30, uma exposição a não perder!


19 de março de 2012

Lembrando o Dia do Pai...


O Pai

Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.

Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.

Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflete.

Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.

Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.

O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.

Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...

E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.

Pablo Neruda, Crepusculário

16 de março de 2012

Sobre as efemérides...



 Camilo Castelo Branco nasceu há 187 anos...
 (Lisboa, 16.3.1825 - São Miguel de Ceide, 1.6.1890)

"Filho natural de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, oriundo de uma farmília da pequena e recente burguesia trasmontana, perde a mãe aos dois anos e o pai aos dez. Por decisão do conselho de família, vai, com a irmã Carolina, viver para Vila Real, a cargo de uma tia paterna, Rita Emília, que não se desvelará muito em carinho pelos dois órfãos.

Quando, em 1839, a irmã casa com o futuro médico Francisco José de Azevedo, vai viver com eles para Vilarinho da Samardã e aí, por entre os acasos de uma adolescência nem sempre fácil, recebe a sua primeira formação cultural com as lições do P.e António de Azevedo, irmão do cunhado, que lhe ensina doutrina cristã, latim, francês e língua portuguesa. Aos 16 anos (em 18.8.1841), casa com Joaquina Pereira da França, camponesa do lugar de Friúme, concelho de Ribeira de Pena, onde temporariamente exercia as funções de amanuense; depressa, porém, a abandonaria. A adolescente, que lhe dera uma filha, nascida a 25.10.1841, morreria em 25.11.1847, poucos meses antes dessa filha, falecida a 10.3.1848.

A sua volubilidade não tardaria em substituí-la, numa longa cadeia de amores que o levará sucessivamente aos braços de Patrícia Emília, que dele teve também uma filha, Bernardina Amélia, nascida a 25.6.1848; de Isabel Cândida Mourão, religiosa do Convento da Avé Maria; e, por fim, aos de Ana Plácido, a mulher fatal da sua vida."

Para a leitura da biografia completa, consulte a página http://www.camilocastelobranco.org/index2.php?co=57&tp=3&cop=66&LG=0&mop=141&it=paginas do site "Casa de Camilo" ( http://www.camilocastelobranco.org/index2.php), dedicado a este escritor português.

Na nossa Biblioteca encontras uma das suas mais divulgadas e inesquecíveis obras: Amor de Perdição.